O princípio de
atuação organizado em coletivos surgiu como técnica de mobilização social na sociedade
do século XX e lançou a humanidade para o desafio configurado pelo processo de
atuação em grupos neste milênio. Na tentativa de adaptação às exigências contemporâneas de
nossa sociedade e mescladas à interface do advento tecnológico, os atores
sociais modernos, inseridos em seus contextos territoriais, organizam-se neste
modelo vigente a fim de responderem a demanda engendrada na sociabilidade da
prática cotidiana.
A Rede Social
Borel surgiu em 2010, como uma experiência única na Tijuca, localizada na Zona Norte
da cidade do Rio de Janeiro, diante de um cenário local oportuno que facilitou
estabelecer o objetivo comum entre pessoas que se
conheciam e instituições que desenvolviam ação no território (JOCUM,
PROVIR, FUNDAÇÃO SÃO JOAQUIM, ARTEIRAS, RÁDIO DA GRANDE TIJUCA, PRÓ-FAVELA,
RODA VIVA, CIEDS).
A ligação social
ao longo do tempo foi construindo uma identidade de grupo através da troca de
ideias sobre como promover o Desenvolvimento Comunitário. Com o tempo, o
conjunto de organizações estabeleceu para si o objetivo de articular e unir
instituições locais e moradores do Complexo do Borel para elaborar, desenvolver
e executar um Plano de Desenvolvimento Local, em parceria com o Poder Público,
a iniciativa privada e outras organizações da Sociedade Civil.
Atualmente tem uma
estrutura e funcionamento onde estão previstas duas reuniões mensais
itinerantes no território. Uma (fechada) somente para os membros da rede para
fins de encaminhamentos das questões comunitárias e outra (aberta) para todos
os atores locais, ou não, que manifestarem desejo de participar do fórum.
A
comunicação, a cooperação mútua, a luta pela melhoria da qualidade de vida
comunitária, a facilidade de diálogo entre os membros do grupo, a forte
representação institucional e a percepção de atuação coletiva inspirada pela sociedade atual levou-se seus
membros naturalmente a considerar uma formação mais organizada de atuação.
A
Rede Social Borel é fruto de um amadurecimento que está alinhado ao
fortalecimento da Sociedade Civil através da mobilização social para uma maior
participação democrática.
Referência:
DUARTE, Fábio; QUANDT, Carlos; SOUZA, Queila (Orgs). O
Tempo Das Redes. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2008.
Por Roberto Lobo.